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    08Feb

    Daniela Mercury e seu Andarilho Encantado: Música de Rainha.

    298 visualizações e 11 comentário(s) escrito há 13 horas atrás
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    É possível fazer música de qualidade para o carnaval. A história da música brasileira está cheia de exemplos. DANIELA MERCURY, não por acaso aclamada como Rainha do Axé pelos próprios colegas artistas, contribui  em 2010 com  “Andarilho Encantado” (Daniela Mercury e Marcelo Quintanilha), uma composição inspirada para este e os próximos carnavais.

     

    A motivação dos compositores veio da vontade de comemorar os 60 anos do Trio Elétrico. DANIELA e o parceiro, MARCELO QUINTANILHA, contam poeticamente as origens dessa instituição baiana, o trio elétrico, originalmente criado pela dupla DODÔ – Adolfo Antônio Nascimento – e OSMAR – Osmar Álvares de Macedo, em 1929.

     

     

    Andarilho encantado
    Nascido em fevereiro
    Sonho eletrificado
    Onde a guitarra cantou primeiro
    Sou a Escola de Samba de rodas
    Da Bahia fui pro mundo inteiro
    Alegria, me acorda sem cordas
    Do amor sou prisioneiro

     

    Os compositores não deixam que uma solenidade, com toda a seriedade inerente, cause estranhamento à festa. A fantasia, material concreto do sonho carnavalesco, entra na letra, assim como a dança, a comemoração corporal livre e festiva. E quem ficará parado?

     

    Prisioneiro seu namorado
    Bailarina da caixinha de música
    Balançando ao seu sapateado
    Girando, girando.
    Movido a mágica

     

    Como “Rainha do Axé”, DANIELA MERCURY não poderia deixar súditos de lado. Também não seria interessante comemorar isoladamente uma circunstância que diz respeito aos artistas baianos e aos brasileiros. Ao celebrar o axé, a cantora traz todos os colegas, na letra, para a festa. São os versos mais difíceis para quem não tem familiaridade com os blocos baianos, com as instituições ligadas ao carnaval. Um trava-línguas para estrangeiros, para brasileiros distanciados da festa baiana.

     

    Avisa lá, Didá, Comanche, Apache, Ilê
    Timbalada, Malê Debalê, olha o Gandhy, o Afro Sudaka
    Ara Ketu, Cortejo, Muzenza, sambando ao som do Badauê
    Que lindo é o Olodum balançando a praça

     

    A expressão “trio elétrico” popularizou-se à partir do carnaval de 1951. A dupla Dodô e Osmar desfilou naquele ano com um terceiro músico, Temístocles Aragão. E a invenção do trio, um verdadeiro palco eletrônico sobre rodas, ganhou “Europa, França e Bahia”.

     

    O avanço do trio elétrico sobre as demais regiões do país teve impulso nos anos 70, com sucessos de CAETANO VELOSO popularizando a expressão  “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu” e o clima da festa: “a gente se embala, se beija, se molha de chuva, suor e cerveja”. São referências lembradas pela dupla DANIELA MERCURY e MARCELO QUINTANILHA em “Andarilho Encantado”.

     

    Eu falei Faraó
    Chuva, sour e cerveja
    Me abraça e me beija
    Na praça me beija

     

    Eu falei Faraó
    Amor não se perca
    Não desapareça
    Não se perca de mim

     

    Nos versos finais DANIELA MERCURY lembra a própria trajetória. Ela é, incontestavelmente, a cantora que arrastou multidões “atrás do trio elétrico”. Há 15 anos seu trio alegra o circuito Barra-Ondina, onde o camarote “Daniela Mercury” - só neste ano,com 1.200 convidados por dia e uma área de 1.600 m² - alegra a cidade. Ainda parte das comemorações, DANIELA vai desfilar um dia “sem cordas” – ou seja, a turma da “pipoca” não terá nenhuma barreira para brincar ao som da cantora.

     

     

    Axé, achei
    Que bem me fez
    Vou nesse conto de fadas
    Voando sem asas
    Dançando com o Rei


    Brincando fantasiada
    Nessa Lata Alada
    De ?Era uma vez?

     

     

    Em meio a tanta mediocridade, a tanto “déjà vu” – inclusive lá, na própria Bahia -, uma música como “Andarilho Encantado” merece comemoração. DANIELA MERCURY confirma seus versos “O som dessa cidade sou eu, o canto dessa cidade é meu”, com outros, simples e convidativos. Dona da casa, rainha de uma cidade, pode bater – aparecer – que ela estará lá, pra receber a todos.

     

     

    Ô, bata lá em casa
    Que eu tô
    Eu vou fantasiada
    Amor

     

    Ter um “Andarilho Encantado” pra curtir, em plena semana que antecede o carnaval, é bom demais. Por isso, só é possível concluir com um convite. Vamos ouvir DANIELA MERCURY?

     

     

     

     

     

     

     

    Boa semana para todos!

     

     

     

     

    Até!

     

     

     

    Tags: Daniela Mercury, Marcelho Quintanilha, Trio Elétrico, Andarilho Encantado, Dodô, Osmar, Caetano Veloso


    Comentários (11)
    04Feb

    Eu Quero o John Lennon no Bexiga!

    1201 visualizações e 29 comentário(s) escrito há 4 dias atrás
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    E não é brincadeira. Tenho convicção de que o meu querido Bexiga merece abrigar o Museu John Lennon. O Bexiga tem tradições musicais que cobrem amplo universo. Pelas ruas do Bexiga passearam Elis Regina, Raul Seixas, Itamar Assunpção e outros, que devem fazer um som com o John lá do outro lado. A banda de lá é regida, logicamente, por Adoniran Barbosa. Entre os vivos já vi caminhando pelas ladeiras, ruelas, ruas ou avenidas do Bexiga gente como Wanderléa, Chico Buarque, Arrigo Barnabé e até mesmo o Belchior, antes daquele famoso sumiço, perambulava pelas ruas do bairro. Quanto aos jovens artistas, nem se fala. Estão sempre por lá.

     

     

    Clareando: O Museu John Lennon no Japão fechará as portas em setembro (a notícia está em tudo quanto é site!). O contrato de gestão, firmado entre Yoko Ono e o museu, sediado em Saitama, ao norte de Tóquio, termina em setembro. É desejo da viúva do ex-Beatle que o museu seja itinerante, levando John por todo o mundo;” logo, ele pode muito bem passar uma temporada no Bexiga!

     

     

    No Bexiga não tem enchentes! A temperatura é sempre agradável. Os habitantes são simpáticos e alegres. Pelo bairro pode-se ouvir  o rock, o samba,  a música eletrônica, o rap e algumas emboladas, uns repentes, forró... As intérpretes são Mafaldas, Gigliolas, Genaros, Giannis , Ornelas e Ritas, que aventuram-se por todo o planeta musical dando um tempo da música italiana. Quando Yoko Ono vier fazer uma visita ao Museu John Lennon do Bexiga (ela esteve várias vêzes no Japão) poderá deliciar-se – “a mezza notte o'clock” - com pizzas e bracholas.

     

     

     

     

    Há muitos locais onde abrigar esse museu. Eu sugiro o “castelinho” (Não conheço o corretor que está tentando alugar o imóvel!). Fácil acesso, amplo e confortável, além de muito simpático. Assim , fica lançada a campanha. Vamos trazer o John Lennon pro Bexiga! Já pedi pra minha vizinha, D. Concheta, preparar umas bracholas que serão encaminhadas pra D. Yoko. Ela não irá resistir e, enquanto for degustando lerá, certamente com muito carinho, essa proposta. 

     

    Creio que será necessário a adesão de muita gente: prefeito, bispo, governador, bicheiro, o síndico, o cardeal, o empresário e o povo. Todo o povo que ama John Lennon. Portanto, meus queridos frequentadores deste blog, deixem sua opinião e endossem este pedido. VAMOS TRAZER O JOHN LENNON PRO BEXIGA! Obrigado.

     

     

     

    Até!

    Tags: John Lennon, Yoko Ono, Adoniran, Bexiga, Museu, Wanderléa, Belchior, Raul Seixas, Tóquio, Japão, Museu John Lennon


    Comentários (29)
    02Feb

    Eu Sou Galinha, ou...

    1693 visualizações e 31 comentário(s) escrito há 6 dias atrás
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    O Samba do Crioulo Doido Japonês!

     

    Vi no portal G1 uma matéria sobre o grupo japonês Y-no. Os garotos são fissurados no pagode brasileiro e arriscam tudo, inclusive a escrever letra em português (!). Aí, vira pura diversão. Os meninos rimam “galinha” com “gatinha”, ficam de “namoração” na internet, e parece que vão moer, moer, moer, moer... Vale a pena ver o vídeo:

     

     

    Simpático. É bom saber que nossa música agrada lá longe. Mas os meninos precisam estudar, ensaiar bastante para que a sincronia aconteça; do contrário, serão conhecidos como os “Paralelos do Ritmo” – onde os instrumentos não se encontram...

     

    Quanto ao nosso querido idioma... Fico pensando no que sai no “inglês” de certos grupos por aí. É tão difícil expressar-se na própria língua! Na língua alheia então... Tomara que façam sucesso, em japonês.

     

    Até!

     

    Para ver o texto do G1:

    http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1467917-7085,00-GRUPO YNO VIRA FENOMENO NO YOUTUBE TOCANDO PAGODE JAPONES.html

     

     

    Tags: Y-no, samba do crioulo doido


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    01Feb

    O Dia do Publicitário e um Jingle.

    2088 visualizações e 17 comentário(s) escrito há 1 semana atrás
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    Quem criou o dia do publicitário foi o publicitário? Fico pensando nas boas almas que passam certo tempo de suas vidas lutando para impor uma comemoração “x” no calendário. Para essas almas é que temos que, primeiramente, enviar saudações. Sem as atitudes delas, não comemoraríamos dia nenhum. Mas hoje é dia do publicitário. O cara que lida com máquinas sofisticadas, meios incríveis de persuasão, como por exemplo…  a boca. Essa é ainda uma arma fundamental para se conseguir uns trocados no mercado.

     

     

    …‘Comprá’ laranja, doutor

    Ainda dou uma de quebra pro senhor

    ‘Comprá’ laranja, laranja, laranja, doutor

    Ainda dou uma de quebra pro senhor!

     

     

    No micro universo que é a feira-livre, bem lá pertinho de casa, gosto de ver a ação rápida dos indivíduos, dito feirantes. Eles mudam placas, alteram preços bem às fuças dos clientes e, com muito bom humor, cantam a freguesa, fazem troça do concorrente ao lado. Com truques aprendidos na ação cotidiana, empurram pepinos, goiabas, genipapos e especiarias de toda espécie. Escolas de publicidade deveriam encaminhar seus alunos para estágios em feiras-livre. É fundamental que alunos percebam, sobretudo, que a qualidade do produto, ou serviço, é essencial para o sucesso das vendas. O melhor exemplo disso é a banca do pastel. Sempre cheia e sem muito alarde.

     

     

     

     

    O sonho da maioria dos publicitários – e escrevo isso com a experiência de quem convive com centenas de aspirantes – é dirigir grandes campanhas. Ter o conhecimento e a capacidade de nortear mundos através das campanhas políticas, amenizar atitudes de torcedores em campanhas esportivas (esses exemplos, dirão, é propaganda!); mudar comportamentos e lançar aquele produto que irá transformar a vida do cidadão e o bolso do próprio publicitário – junto com seu colega marketeiro.

     

     

    …No farol vejo o seu olhar

    Minha mão toca a direção

    No painel  vejo o seu amor

    E o meu corpo invade o interior

     

    A questão social, Industrial

    Não permite e não quer que eu ande a pé

    Na vitrine um Mustang cor de sangue…

     

     

     

    A história da publicidade é fascinante. Da nescessidade de tornar publico à obrigação de tornar o obsoleto necessário. Do simples ato de informar passando pelos mais sofisticados meios de convencimento. Um trabalho que passa pela simples descrição, caracterização do objeto como também a criação de uma imagem, uma personalidade para outro.

     

     

    Há que ficar atento, refletir, até mesmo vigiar esses formidáveis profissionais com poderes incríveis. A educação tem melhorado e as pessoas, aos poucos, aprendem a analisar e interpretar mensagens, não se deixando levar pelos impulsos, pelo fascínio de uma peça publitária bem formulada.

     

     

    Sigo o anúncio e vejo

    Em forma de desejo o sabonete

    Em forma de sorvete acordo e durmo

    Na televisão

    Creme dental, saúde, vivo num sorriso o paraíso…

     

     

    Entre o cidadão que finge-se de cego, dentro do trem de suburbia com aquela placa duvidosa , e o inescrupuloso criador que conduz um “meliante” ao cargo public, há o publicitário. Aquele publicitário para o qual foi criado o dia do publicitário. O que transforma os intervalos comerciais em momentos de deleite, quando presenciamos a arte do fazer levada às últimas consequências. Aquele que povoa nossas vidas com jingles, com imagens, com idéias fazendo-as parte da nossa história.

     

     

    Das peças criadas pela publicidade, tenho preferência pelos jingles. Poderia enumerar uma dezena desses que guardo na memória. E hoje, sem saber ainda quem criou o Dia do Publicitário, deixo aqui um abraço para meus amigos publicitários. E gostaria que, nos comentários, as pessoas indicassem os jingles que fizeram parte de suas vidas. Como esse, da Varig, que tenho na lembrança com muito carinho.

     

     

     

     

     

    Até!

     

     

     

     

    Notas musicais:

     

    Menino das Laranjas – Théo de Barros

    Mustangue cor de sangue: Marcos Valle e Paulo Sergio Valle

    Comunicação - Edson Alencar/ Hélio Matheus

     

     

    Tags: dia do publicitário


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    29Jan

    AMORES PERDIDOS POR AÍ... CADÊ O LEONARDO?

    2822 visualizações e 40 comentário(s) escrito há 1 semana atrás
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    De repente, não mais que de repente

    Fez-se de triste o que se fez amante

    E de sozinho o que se fez contente.

     

    E é assim: Você caminhando pelo shopping e “de repente, não mais que de repente”, percebe que perdeu-se do seu amor; ou do amigo, do irmão, do vizinho... Bate aquele momentâneo espanto, o receio de não mais encontrar o ser querido. Pode ser na entrada de um show, uma partida de futebol. As mãos unidas soltam-se no empurra-empurra da situação e você torna-se o solitário em meio ao mundaréu de gente.

     

     

     

    Leonardo...

     

    Shopping, show, futebol e até em meio à cidade, perder-se de alguém é desagradável, chato e, às vêzes triste. Todavia há grande possibilidade de reencontros. É só um shopping, um show... uma cidade. É mais complicado quando perdemos alguém no meio do mundo. E o mundo, aqui referido, é a internet.

     

     

    Leonardo...

     

    Rola um encontro em uma sala de bate-papo, em um espaço para comentários e “de repente, não mais que de repente” o sumiço da figura. Desaparecido ou desconectado? Como procurar alguém na imensidão da rede? Qual site, qual blog, em que portal, com qual e-mail?

     

     

     

    Leonardo...

     

     

    Edna quer saber onde está Leonardo. Cadê o Leonardo? O que eu posso dizer, cara amiga, que o LEONARDO que eu conheço está por aí, fazendo show, ou descansando, ou brincando carnaval. O procurado Leonardo, minha intuição está sugerindo, enquadra-se nos clássicos desaparecimentos carnavalescos, como aquele narrado por ASSIS VALENTE:

     

     

    Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí

    Em vez de tomar chá com torrada ele bebeu parati

    Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão

    E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão...

     

    Esse tipo de rapaz não desaparece sozinho. Leva consigo perucas, batons, saias rodadas, calcinhas rendadas... Enquanto estão na rua, divertindo-se junto aos blocos e bandas, tudo bem! O problema é quando não ficam cantando e dançando pelas vias públicos; fora da rua mora o perigo! De qualquer forma, se é carnaval, o malandro renasce em cada marmanjo deste país.

     

    Eis o malandro na praça outra vez

    Caminhando na ponta dos pés

    Como quem pisa nos corações

    Que rolaram nos cabarés.

     

     

    Depois da “esbórnia”, na quarta-feira de cinzas, é comum o sujeito voltar pra casa, rabo entre as pernas, o humor atravessado pelo final da folia. ARY BARROSO conta a volta de um malandro, desaparecido por expontânea vontade:

     

    Voltou às quatro horas da manhã mas só na quarta-feira

    Cantando "A jardineira", oi, "A jardineira"

    Me pediu ainda zonzo um copo d’água com bicarbonato

    Meu pedaço estava ruim de fato pois caiu na cama e não tirou nem o sapato

     

    E a rotina volta aos lares nacionais. A questão é que estamos no período pré-carnaval e um cidadão, conhecido como Leonardo, está desaparecido. ONDE ESTÁ O LEONARDO?

     

     

    Leonardo...

     

     

    Caríssimos, vamos brincar! Respondam, por gentileza: Em que local deste grande planeta esconde-se o tal Leonardo? Podem informar direitinho que a moça “procuradora” não cometerá nenhum desatino. Agora, só espero que não apareça nem uma “Lúcia” ou uma “Terezinha” para informar em alto e bom som, sobre o rapaz desaparecido:

     

     

    Eu sou sua menina, viu!

    Ele é o meu rapaz

    Meu corpo é testemunha

    Do bem que ele me faz

     

    Aí, minha cara, não vai ter jeito. O moço continuará desaparecido.

     

     

     

    Até!

     

     

     

     

    Notas:

     

     

    Soneto da Separação – Vinícius de Moraes

    Camisa Listrada – Assis Valente

    A Volta do Malandro – Chico Buarque

    Camisa Amarela – Ary Barroso

    O Meu Amor – Chico Buarque

     

    Lúcia e Terezinha são personagens da Ópera do Malandro

    Tags: CADÊ O LEONARDO


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    Valdo Resende

    Escritor e compositor

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    Valdo Resende é professor universitário, autor e diretor teatral, atuando em teatro, educação e jornalismo.

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