Nosso Lar Agora em Filme

postado por valdoresende em 02/09/2010

Já sonhei com essa cidade, chamada Nosso Lar e que, segundo André Luiz, psicografado por Chico Xavier, está geograficamente sobre o Rio de Janeiro. O filme, baseado no livro, estréia amanhã, dia 3. Vai uma foto e o trailer. Depois voltarei ao assunto.

 

Nosso Lar, conforme o filme dirigido por Wagner de Assis

 

Francis Hime, Pra Começar Setembro em Alto Astral

postado por valdoresende em 01/09/2010

 

Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Modesto...

 

Quero começar setembro em altíssimo astral. Agosto, com sua cota de desgosto, que fique pra história. Pra cima é começar com gente de primeiríssima qualidade. E o cara é Francis Hime.

 

Mas Deus quem me dera eu fosse um sábio que cala
E diante da dor e da desilusão não se abala
Mas pobre de mim que não sei nem de mim

 

Tenho algumas razões para falar sobre o pianista, parceiro de Chico Buarque em músicas memoráveis. Sem lero-lero, o que dizer sobre um cara, quando Chico diz que aprendeu com ele. Vejam o vídeo.

 

“Meu Caro Amigo” não é a melhor música dos parceiros Chico e Hime; para amantes em uma super crise eles fizeram “Atrás da Porta”:

 

E me arrastei e te arranhei

E me agarrei nos teus cabelos

No teu peito, teu pijama

Nos teus pés ao pé da cama

Sem carinho, sem coberta...

 

E se o romance desandou de vez, sem chances, eles deram um recado daqueles, em “Trocando em Miudos”:

 

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago...

Os dois parceiros, Chico e Hime, são de uma ousadia que não tem tamanho. Se Chico enfia um “paralelepípedo” em uma letra é porque confia no amigo pra botar melodia e ritmo com maestria:

 

Vai passar
Nessa avenida um samba
popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar...

 

E se o assunto é política, problemas sociais, os dois compositores ensinam, fazem refletir, denunciam melhor que qualquer jornal e jornalista:

 

No sinal fechado
Ele transa chiclete
E se chama pivete
E pinta na janela
Capricha na flanela
Descola uma bereta
Batalha na sarjeta...

 

 

Poderia falar muito do Francis Hime. Mas as composições falam por ele. Pra finalizar essa pequena homenagem ao cara, uma citação de outro trecho, de uma parceria ímpar na canção “desencanto”. Hime, que escolhe como poucos, colocou música em um poema de Manuel Bandeira:

 

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto

 

Depois de tanta coisa boa, setembro só pode começar bem e continuar assim, não é mesmo?

 

 

 

Até

 

 

Notas Musicais:

1 – Amor Barato – Francis Hime e Chico Buarque

2- Choro Rasgado – Francis Hime e Olivia Hime

3 – Atrás da Porta – Francis Hime e Chico Buarque

4 – Trocando em Miúdos – Francis Hime e Chico Buarque

5 – Vai Passar – Francis Hime e Chico Buarque

6 – Pivete – Francis Hime e Chico Buarque

7 – Desencanto – Francis Hime e Manuel Bandeira

100 Mil Músicas

postado por valdoresende em 30/08/2010

Para quem gosta de música e não está interessado na mesmice que toca em emissoras de rádio e TV, uma boa notícia: O Instituto Moreira Salles lança uma rádio on-line disponibilizando o acervo da entidade; são 100 mil músicas. O arquivo vai desde o primeiro disco lançado no Brasil, passando por clássicos de Carmen Miranda, Elizete Cardoso, Pixinguinha e por aí vai.

 

Chiquinha Gonzaga

 

A rádio “Batuta” (esse é o nome) tem pequenos programas temáticos, facilitando a vida do ouvinte. Outros programas serão feitos por gente da área, como João Bosco. O compositor conta quais os artistas que o influenciaram e esses são veiculados no programa.

 

No site do Instituto Moreira Salles ainda há, por exemplo, a série “A Canção no Tempo” que apresenta, ano a ano, os maiores sucessos de 1901 a 1905. Eu, por exemplo, só conhecia a música “Corta Jaca”, de Chiquinha Gonzaga. Todas as demais são elementos concretos das raízes da nossa música.

 

O Instituto Moreira Salles – informação do site – já tem 28 mil canções digitalizadas. Em breve promete disponibilizar todo o acervo que inclui arquivos particulares de Pixinguinha, do crítico José Ramos Tinhorão e outros.

 

Que ninguém reclame dos “Rebolations” impostos pela mídia. Pra ouvir boa música, é só acessar o www.ims.com.br. E tenham todos um bom programa!

 

Até

Gugu Gosta d'O Ciúme

postado por valdoresende em 29/08/2010

Há amigos que são tão ou mais queridos que um irmão.

Há irmãos que a gente escolhe.

E há irmãos que gostam de Gal e Bethânia cantando O Ciúme.

Pro Gugu:

 

O Gugu, pra todo mundo conhecer é o cara aí, comigo.

 

 

Feliz aniversário, meu irmão!

Beijos.

A Tríade, O Processo

postado por valdoresende em 26/08/2010

Sergio Wilson perguntou como foi feito o livro “A Tríade”, o primeiro romance brasileiro escrito por quatro autores. O subtítulo “Qual segredo une o anjo, o templário e o vampiro” ajuda a entender quem faz parte da tal tríade e aqui vou contar alguma coisa do que sei sobre o processo de criação da obra.

 

O Anjo – Mamon – é criação do Carlos Andrade. Doutor em Letras, o autor um dia sonhou com três personagens que sempre o encantaram. O anjo, o templário e o vampiro. Assumiu a criação de um romance sobre o anjo e convidou Claudio Brites e Kizzy Ysatis para a empreitada.

 

Carlos, Claudio, Octavio e Kizzy, o quarteto d'A Tríade

 

Claudio escreveu as aventuras do templário – André de La Rochelle – e Kizzy desenvolveu a história do padre vampiro – Juan Carlos Montoya. Assim cada um dos três escritores escreveu sua visão da história. Coube ao Octavio Cariello a redação final, desenvolvendo uma história “de moldura”, como ele mesmo diz, reunindo em texto único as diferentes narrativas.

 

Quem está habituado a escrever sabe o quanto nos apegamos ao que produzimos. Um texto é produto da nossa fala; expressamos-nos através de uma determinada forma e, mesmo dentro das normas gramaticais, ortográficas, temos uma maneira muito própria de escrever. É nossa visão do mundo, das coisas. A tarefa de Cariello foi, portanto, delicada. Reunir em uma única narrativa as três outras, originando uma quarta versão que deveria agradar aos criadores. Deu certo, o livro está pronto.

 

Octávio criou um personagem que narra as aventuras da Tríade original para o pintor francês Nicolas Poussin; para essa personagem histórica são revelados os fatos e, com isso, o leitor descobre “Qual o segredo que une o anjo, o templário e o vampiro”.

 

Fui honrado com um convite para escrever um comentário após ter lido o romance, que estará no próprio livro, ao lado do comentário de outros escritores e intelectuais. E escrevi:

 

“Giulio Argan, colocando Poussin e Picasso na vertente das cenas heróicas, assinala a mudança radical do conceito de beleza, sombria e convulsiva, presente em A Tríade. Pelas mãos de quatro autores um “turbilhão se intensificou, evidenciando o céu acima, o inferno abaixo e, no meio” o belo é “troca de estados, rearranjo de manifestações de existência”. Uma narrativa encantadora e envolvente”.

 

Nem sempre é possível ao público conhecer certos aspectos da vida de artistas. E creio ser poucos os que conhecem a importância de Poussin na obra de Pablo Picasso. O francês Poussin tem um conceito muito próprio de beleza. O historiador e crítico Argan assinala esses aspectos com muita propriedade. E foi muito bom perceber o universo visual de Poussin presente na narrativa elaborada por Cariello e seus companheiros.

 

Bem, agora é comparecer ao lançamento para ver o resultado concreto. Os detalhes estão no convite abaixo. Compareçam.

 

 

Até!

Pro Inverno Cair Fora!

postado por valdoresende em 24/08/2010

 

Agora que as férias, decididamente, ficaram na lembrança e o inverno terminou, não tinha sentido ficar de boina no avatar. E para alguns amigos que queriam conhecer a imagem original, segue abaixo.

 

 

A "Bombonera" é um estádio impar, com a gritante proximidade entre torcida e o os jogadores. Templo do Boca Juniors e de um lendário Maradona, é uma das boas lembranças de Buenos Aires.

 

Para o inverno, realmente, ir embora, optei por arquivar o que lembra o frio. E, vamos chamar o sol, o verão!

 

Até!

A Tríade, Um Convite.

postado por valdoresende em 23/08/2010

Irmão que a vida me deu, Octávio Cariello uniu-se a três outros escritores e o resultado é o romance "A Tríade". Um fato incomum, raro, que é a união de várias mãos na composição de um romance.

 

Como parente próximo tive o privilégio de ler o original que, sábado próximo, será lançado durante o Fantasticon 2010 - IV Simpósio de Literatura Fantástica, na Biblioteca Viriato Corrêa, 18h, na Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana.

 

Os companheiros de Cariello são Carlos Andrade, Claudio Brites e Kizzy Ysatis. Todos escritores, já publicados pela Terracota Editora. Segue abaixo, texto de divulgação do livro:

 

 

"O romance se passa em várias épocas. Um personagem misterioso narra, na Roma do século XVII, para o mestre pintor Nicolas Poussin, a saga da Tríade, que começa na grande guerra no Céu, entre Miguel e Lúcifer, dando origem à peça-chave do que logo se tornará um dos maiores quebra-cabeças que a humanidade já conheceu. A narrativa segue no século XIV, quando os templários estão sendo caçados como hereges pelo rei Felipe, o Belo. E, em meio a essa caótica aventura, um vampiro despertará na Itália disposto a atacar membros da poderosa Igreja Católica. Quando A Tríade se reunir, o eixo será liberado, e o destino do mundo poderá estar nas mãos do Anjo, do Templário, do Vampiro... ou daquele que o encontrar primeiro".

 

Estarei lá, no sábado. E estou convidando desde já para que organizem agendas e, assim, possam comparecer. Por enquanto é só; depois voltarei ao tema.

 

Até!

De Céus e de Mudanças

postado por valdoresende em 19/08/2010

 

Céu tão grande é o céu

E bando de nuvens que passam ligeiras

Pra onde elas vão?

Ah, eu não sei, não sei...

 

Gosto de olhar pro céu, de ver nuvens estacionadas ou em trânsito; de vez em quando, tento imaginar onde serão transformadas em chuva...  Gosto de ver nuvens em movimento, pois,  como diz outra linda canção:

 

Não quero ficar dando adeus

Às coisas passando

Eu quero é passar com elas

Eu quero

E não deixar nada mais...

 

E assim, de céus e de mudanças, estamos aqui com o blog, de cara nova. Para que olhem para o trabalho do Daniel Mack (Valeu, cara! Obrigado.) não colocarei nenhuma outra imagem. Nesses dias frios de inverno, um solzinho até que cai bem. E por favor, sintam-se livres para ver um amanhecer, ou um entardecer. Vejam o que for mais conveniente. O que eu quero, é mais uma vez, lembrar outra canção, transformando-a em convite

 

...Os pingos da chuva que ontem caiu

Ainda estão a brincar

Ainda estão a dançar

Ao vento alegre que me traz

Quero que você me dê a mão,

Vamos sair por ai

 

Pois a viagem desse blog continua, agora com o novo visual de fundo, antecipando outras mudanças que logo virão. A idéia, por hora, é ver o dia e a noite, a manhã e o entardecer, os lados todos do tempo, da música, da vida. E tendo a mudança concretizada agora vamos aos comentários; aguardarei a preciosa opinião daqueles que por aqui passam...

 

Até!

 

As músicas citadas:


Dindi – Tom Jobim e Aloysio de Oliveira

Movimento dos Barcos – Jards Macalé

Estrada do Sol – Tom Jobim e Dolores Duran

Céu, a Cantora

postado por valdoresende em 16/08/2010

A cantora Céu é o segundo nome da “Segunda de Gente Nova”. Como anunciei na semana passada, durante algumas semanas, na segunda-feira, colocarei no blog artistas sobre os quais ainda não escrevi. Na primeira semana foi o Casuarina que, por sinal, logo em seguida foi premiado no 21º Prêmio da Música Brasileira.

 

Céu, a cantora, já está por aí há algum tempo, tendo músicas incluídas em novelas globais. A moça esteve em São Paulo, na semana passada. No repertório, músicas do segundo disco, “Vagarosa”.  As duas músicas deste post são do primeiro disco, “Céu”.  “Malemolência” é a primeira e, no segundo disco, ela canta “De Frente Pro Crime”, com João Bosco.

 

Ouçam e deixem opiniões sobre essa jovem artista.

 

 

 

 

Até!

Juraildes da Cruz. Quem?

postado por valdoresende em 12/08/2010

Pela manhã li um comentário sobre o resultado do 21º Prêmio da Música Brasileira que insinuava uma “panelinha”. Chegando ao trabalho, uma colega disse que Bethânia, Caetano e Nei Matogrosso não deveriam concorrer mais, uma vez que “já ganharam tudo”. Eu, do meu lado, estava muito curioso. Quem é mesmo esse Juraildes da Cruz?

 

 

Já estou acostumado com novidades vindas desse prêmio. Não tenho a ilusão de “saber tudo” e eventos desse tipo servem também para isso: levar para a grande mídia gente pouco conhecida, despertando-nos a curiosidade. Premiar não tendo como prioridade a vendagem é, com certeza, o que me fez, no citado Prêmio, conhecer gente tão diferente, quanto D. Edith do Prato e o Dj patife. Também soube de um grupo chamado Casa de Farinha (Será que são amados por Maradona?), da trilha sonora do filme A Ostra e o Vento e, pra finalizar os exemplos da minha ignorância, que D. Bibi Ferreira gravou um disco de tangos com Miguel Proença.

 

E assim comecei o dia, buscando descobrir mais sobre Juraildes da Cruz que venceu, via voto popular, como cantor, tornando-se par de Daniela Mercury, a cantora escolhida pelo público. E soube que ele é do Tocantins. Acionei meus contatos em Palmas. Lá estão Mariah, Alessandra, o Zé Neto... E como esses vivem cantando loas para a cidade que os acolheu, sabem tudo de bom que o Tocantins tem. Indagar sobre Juraildes da Cruz seria um teste e tanto, pensei.

 

Os Prêmios dados pela revista Contigo e pelo Faustão nunca me deram trabalho. Nem o Troféu Imprensa. Esses ficam ali, no feijão com arroz cotidiano. Têm lá seus méritos, mas não premiam arranjadores, solistas instrumentais, muito menos POP/ROCK/REGGAE/HIP HOP/FUNK (essa categoria não dá! É muito ingrediente pra minha salada!). Ao mesmo tempo em que matutava sobre essas coisas, fiquei pensando no Juraildes.

 

Um brasileiro nato só pode atender por Juraildes. Não é nenhum Whashington Frederico, nem Maykon, nem Deivid ; é Juraildes, sacou? E conclui que desse mato sairia um coelho de primeiríssima qualidade.

 

 

A sobrinha, Alessandra, retornou o telefonema toda cheia de vaidade, querendo mostrar a extensão da minha ignorância sobre o Estado em que mora. – Tio, como você não o conhece? Ele já venceu esse prêmio uma vez! E prosseguiu, enchendo a boca para informar que lá pelos idos do século passado, um cantor, Xangai, gravou uma música de Juraildes da Cruz (Nóis é Jeca mas é Jóia), sendo premiado na categoria música regional, em 1997. Limitei-me ao “ah, sei”, que normalmente indica que não sei nada mesmo. E ela, satisfeita, deu o golpe de misericórdia: - ele também participou do projeto “Rumos”, tio. Tratei de desligar o telefone, alegando o preço alto das tarifas...

 

 

Enfim, para minha colega de trabalho, tenho a dizer que Maria Bethânia merece todos os prêmios, sempre. Caetano Veloso, Nei Matogrosso, Elba Ramalho, Alcione, Erasmo Carlos, são outros vencedores que merecem troféus em todos os prêmios. Eles são referência, são os melhores. É preciso um pouco mais que roupas coloridas pra se fazer música. E eu gosto de conhecer, sou curioso por natureza. Daí ficar atento, e grato, pela oportunidade de conhecer Juraildes da Cruz, presente agora neste blog, através de vídeos disponíveis no Youtube.

 

 

Até!