postado por maskavo - 1 ano atrás
03-09-08 Piraju, SP. Do barco ancorado margeando o bar onde iríamostocar, do barco/camarim que deixou em mim profunda impressão boadaquelas águas escuras e silenciosas naquela noite, naquele breu,naquele show de arrepiar os cabelos. Além de termos um conhecido eex-funcionário de Piraju, muito famoso por sua imitação do cantorDaniel, ainda tive a oportunidade de ver uma placa de trânsito muitointeressante que permite o condutor estacionar à 45° da calçada. 45°?Isso mesmo. Tirei foto e coloquei no extemporâneas porque acho pordemais relevante registrar as nossas diferenças e nossas improvisaçõesno que tange às leis e a conduta moral dos brasileiros, nosso jeitinhonão é mero adjetivo, é algo que nós deveríamos usar com muito talento,esse jeitinho...
O show foi de arrepiar, como eu disse mais cedo. Não posso reclamar denada, mas posso dizer algo para abrir a cabeça de quem quer falarcomigo durante um show, principalmente em um show com palco tão baixo etão próximo da platéia. É uma delícia, é muito intenso e saudável tocarassim, mas não dá pra bater papo no meio das músicas e durante aperformance. Em estado de concentração, como em um ato de amor ou desono, não pensamos, agimos. Eu não sei o que responder durante um show,não ouço porque uso fone de ouvido como retorno para cuidar da minhaaudição e, acreditem, gostaria muito de atender à todos, mas nãodurante o show. O relevante é o show e eu estou lá buscando serrelevante, levando música pra quem quer ouvir música. É umarelação/ralação. Não é fácil agradar mas é mais difícil ainda tocar efalar. Acreditem.
Axé
http://extemporaneas.k6.com.br
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postado por maskavo - 2 anos atrás
Ontem foi a festa do Papolog lá perto do estádio do Morumbi, em um estúdio muito maneiro, bem isolado com uma área externa muito ampla, arborizada, com fotos pelas paredes das pessoas que por ali já tocaram. Eu fui com minha fita verde na cabeça, presente de minha mãe, e fui sambar a minha tristeza e a minha esperança por lá. Assim como outros artistas presentes, o Maskavo fez uma pequena performance - três canções bem reggae - para um público amplamente antenado na moda atual, bastante gente com lápis no olho, uma moça muito bonita que zanzava de uma lado para o outro esbanjando charme balançando suas mechas cor de mel. Fiquei bastante impressionado com a beleza da Negra Li, uma mulher esbelta, alta cujo penteado inspirado nos anos 60, no poder negro black power, me deixou por alguns instantes sem fôlego, UAU, que mulher bonita de se ver.
Conheci algumas pessoas, o dono de um selo, a banda Small Shift, tirei algumas fotos com duas meninas muito lindas e legais e festeiras, conversei com o pessoal do Tihuana e ainda ouvi do Egypcio um refrão que pode vir a ser gravado pelo Maskavo, enfim, foi uma noite regada à skol geladinha, música em um equipamento de qualidade e com bandas legais e ainda tiramos uma fotona com muita gente que eu nem sei onde irá parar. Foi massa!
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postado por maskavo - 2 anos atrás
Café do Bruno
Hoje acordei cedo e passei um litro de café preto. Rememorei o final desemana puxado, porém interessante e laboroso, das estradas e dos shows.É difícil descrever a sensação, o ciclo completo dos momentos queantecedem um show, o trajeto do hotel até o local do show, a presençade público na entrada, o camarim, as bebidinhas pra aquecer, o silêncioantes do soundsystem começar e o show em si. Depois fica um enormesentimento de incompletude, vontade de sumir, gritar misturado comvontade de perguntar sobre o show, ver quem estava dançando, osautógrafos e as pessoas que são os fãs, que são o combustível dessemáquina musical.
Eu já morei em Marília por dois anos. A cidade mudou um pouco desde queeu saí de lá. Afinal, os prédios começam a riscar o horizonte azulceleste da cidade que mais multa no centro-oeste paulista, multas detrânsito principalmente, e junto com a construção civil aparecem lojas,restaurantes, estacionamentos e mais pedintes de rua. Quando eu memudei pra lá nem catador de lixo tinha. Um ano depois vieram algumasfamílias e se instalaram perto da minha casa. Muitas casas, muito lixorico reciclável. É trabalho, mas é um trabalho triste de se ver.
Ourinhos é a terra do gigante que trabalha comigo, da sua filha e dasua mulher na verdade. É o lugar onde vou e sempre fico feliz poistodos os nossos shows lá foram só felicidade. Eu curto ouvir assim:poxa, é o primeiro show de vocês aqui, não é? e eu respondo em algunsmomentos: não, já é o décimo... a juventude muda o tempo todo dejovens. Quem quer ser jovem não embarca na velhice da mente.

Maringá. Cidade bonita, bem estruturada. Passei horas de tardeassistindo aos shows no palco instalado na esquina do McDonalds, emfrente à catedral-pára-raios de Maringá. Assisti aos tamboresjaponeses, música sertaneja, bandas iniciantes... nada me fisgou deverdade. Eu já estava a 10 dias longe de casa e, morto de saudades, sópensava em ir pra casa. Mas o show? Pois é, até lá, sono, tédio,televisão, agua sem gás... valeu à espera. O show foi lindo, sempre quevamos à Maringá me impressiono pela qualidade do público que temos lá.Todo mundo canta tudo e eu fico feliz da vida. Vale à pena tantasviagens....

Já estou de malas prontas e passagem marcada pra Sampa. Ai ai ai...
Axé!
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