Café do Bruno
postado por maskavo em 08/10/2008
O show foi de arrepiar, como eu disse mais cedo. Não posso reclamar denada, mas posso dizer algo para abrir a cabeça de quem quer falarcomigo durante um show, principalmente em um show com palco tão baixo etão próximo da platéia. É uma delÃcia, é muito intenso e saudável tocarassim, mas não dá pra bater papo no meio das músicas e durante aperformance. Em estado de concentração, como em um ato de amor ou desono, não pensamos, agimos. Eu não sei o que responder durante um show,não ouço porque uso fone de ouvido como retorno para cuidar da minhaaudição e, acreditem, gostaria muito de atender à todos, mas nãodurante o show. O relevante é o show e eu estou lá buscando serrelevante, levando música pra quem quer ouvir música. É umarelação/ralação. Não é fácil agradar mas é mais difÃcil ainda tocar efalar. Acreditem.
Axé
http://extemporaneas.k6.com.br
Festa do Papolog
postado por maskavo em 05/09/2008
Conheci algumas pessoas, o dono de um selo, a banda Small Shift, tirei algumas fotos com duas meninas muito lindas e legais e festeiras, conversei com o pessoal do Tihuana e ainda ouvi do Egypcio um refrão que pode vir a ser gravado pelo Maskavo, enfim, foi uma noite regada à skol geladinha, música em um equipamento de qualidade e com bandas legais e ainda tiramos uma fotona com muita gente que eu nem sei onde irá parar. Foi massa!
Café do Bruno
postado por maskavo em 02/09/2008
Hoje acordei cedo e passei um litro de café preto. Rememorei o final desemana puxado, porém interessante e laboroso, das estradas e dos shows.É difÃcil descrever a sensação, o ciclo completo dos momentos queantecedem um show, o trajeto do hotel até o local do show, a presençade público na entrada, o camarim, as bebidinhas pra aquecer, o silêncioantes do soundsystem começar e o show em si. Depois fica um enormesentimento de incompletude, vontade de sumir, gritar misturado comvontade de perguntar sobre o show, ver quem estava dançando, osautógrafos e as pessoas que são os fãs, que são o combustÃvel dessemáquina musical.
Eu já morei em MarÃlia por dois anos. A cidade mudou um pouco desde queeu saà de lá. Afinal, os prédios começam a riscar o horizonte azulceleste da cidade que mais multa no centro-oeste paulista, multas detrânsito principalmente, e junto com a construção civil aparecem lojas,restaurantes, estacionamentos e mais pedintes de rua. Quando eu memudei pra lá nem catador de lixo tinha. Um ano depois vieram algumasfamÃlias e se instalaram perto da minha casa. Muitas casas, muito lixorico reciclável. É trabalho, mas é um trabalho triste de se ver.
Ourinhos é a terra do gigante que trabalha comigo, da sua filha e dasua mulher na verdade. É o lugar onde vou e sempre fico feliz poistodos os nossos shows lá foram só felicidade. Eu curto ouvir assim:poxa, é o primeiro show de vocês aqui, não é? e eu respondo em algunsmomentos: não, já é o décimo... a juventude muda o tempo todo dejovens. Quem quer ser jovem não embarca na velhice da mente.

Maringá. Cidade bonita, bem estruturada. Passei horas de tardeassistindo aos shows no palco instalado na esquina do McDonalds, emfrente à catedral-pára-raios de Maringá. Assisti aos tamboresjaponeses, música sertaneja, bandas iniciantes... nada me fisgou deverdade. Eu já estava a 10 dias longe de casa e, morto de saudades, sópensava em ir pra casa. Mas o show? Pois é, até lá, sono, tédio,televisão, agua sem gás... valeu à espera. O show foi lindo, sempre quevamos à Maringá me impressiono pela qualidade do público que temos lá.Todo mundo canta tudo e eu fico feliz da vida. Vale à pena tantasviagens....

Já estou de malas prontas e passagem marcada pra Sampa. Ai ai ai...
Axé!
na rádio
postado por maskavo em 27/08/2008
Muita coisa, confesso quetinha horas que me dava vontade de tocar outra coisa, talvez umadaquelas referências musicais que acabamos dividindo com o público emuma determinada parte da entrevista. Fomos e somos bem tratados emtodos os lugares que estamos. Isso me faz sentir como se "no quintal dealguma casa", pois meu nomadismo dinâmico já está adaptado a tantasidas e vindas em viagens semanais. Nomadismo dinâmico...
Com oviolão no colo não fiz esforço algum. As canções que tocamos eu conheçoa muito tempo. Mas minha cabeça estava em outro lugar. Tinha horas quedava vontade de tocar uma Bossa e contar uma história sobre ela, dizerporque o mundo precisa de gingas orgânicas tanto quanto das batidaseletrônicas de bom gosto, etc, tocar de novo e receber a opinião emtempo real do efeito disso no público. No fundo, essa parte é parte domeu sonho. O povo quer ouvir reggae e reggae é bom.
Ouvir a própria voz na rádio é uma experiência fenomenal.
Ouvir a própria canção no rádio é estranho, mas fenomenal.
Tocamos: é muito melhor, quero ver, quando o sol nascer, um anjo do céu, ela, só ela e a minha moeda
Muito papo e pouco log
postado por maskavo em 24/08/2008
Simples:
depois de muito refletir sobre o mundo de hoje e nossas perspectivas futuras me redescobri como o filho de duas pessoas que me ensinaram a cuidar das minhas coisas. Não foi da noite para o dia que essa operação, como eu costumo descrever essa mudança de bagunceiro para organizadeiro, aconteceu. Foi preciso que eu andasse com duas pernas e aprendesse o significado da palavra VALOR.
depois de muito viver uma vida que depositava confiança nos demais, e por demais eu quero dizer com todo o amor que os demais são as pessoas que eu amo de verdade, agora eu não sinto nada demais. Eu só quero mesmo é ter certeza de que estou com as mãos e os pés no mesmo lugar e que o meu sonho de conhecer o mundo e muitas pessoas interessantes dê lugar ao meu sonho de ser o melhor pai que meu filho poderá ter, que ao seu lado estarei durante a decolagem para o seu próprio sonho e que seremos sócios virtuais nesse sistema hiper-veloz de comunicação.
depois de muito olhar o jardim da casa da minha mãe e de perceber que comemos muito lixo e também para dar o mesmo bom exemplo ao meu filho, o mesmo exemplo que meus pais me deram, construà uma horta baseado nos conceitos da permacultura. O livro que me inspirou a começar este pequeno projeto de felicidade foi um presente de dia dos pais que a mamãe do meu filho deu junto com ele. Se estou produzindo compostos, adubo, minhocas, terra pra plantar e mudas de cenoura, alho, cebola, alface, rúcula, beterraba, batata, tomate, pepino, etc, é por causa da boa alimentação que planejamos para a saúde de nosso filho, eu e a mãe dele, desde o dia em que ele nasceu, esse menino lindo que me faz colocar as mãos na terra depois de 8 anos isolado no concreto paulistano.
música é bom, mas estão todas escondidas em algum lugar difÃcil de cavar para encontrar.
TV Gazeta
postado por maskavo em 06/08/2008
See you later com o vÃdeo dos bastidores no myspace do Maskavo.

Hoje faz sol
postado por maskavo em 05/08/2008
No entanto, não são boas as notÃcias da televisão. Isso dá tema para uma música triste.
Mas hoje faz sol e ontem fez um lindo sol. Não sei onde está o norte do sucesso, mas é certo que existe uma vibração positiva à favor de algo experimental na música jovem e, se possÃvel, jovem e popular.
Está ao alcance de cada um a ponta da corda para a felicidade.
Avante! Avante!
Estudar música me levou a um passo além: estudar música eletrônica. Não necessariamente tecno ou house, mas produzir música com aparelhos digitais, sintetizadores e samplers, essas coisas que estão na moda. Fui relutante durante anos quanto a isso, mas veja só, me flagro feliz produzindo batidas e mais batidas para uma nova demo de músicas inéditas... fica do jeito que o seu bom gosto permitir e é um instrumento que facilita música independente. Aderi feliz.
Dá trabalho demais produzir um bom beat. O ritmo tem suas nuances humanas que o programa digital as vezes não consegue inserir. Daà surge o gênio humano da improvisação: você engana o computador e pronto! Voilá!!!
Fazer uma boa música, ainda é uma grande mistério para as pessoas... será?
http://www.maskavo.com.br - Site oficial da banda Maskavo
http://www.myspace.com/maskavooficial - Myspace da banda
http://extemporaneas.k6.com.br - EXTEMPORÂNEAS

Julgados Culpados
postado por maskavo em 05/08/2008
Os caras já tem o respeito máximo em certas regiões de São Paulo capital e são bem quistos em todo canto dentro do meio musical do qual faço parte. É questão de tempo para que o público certo se identifique com a realidade das rimas dos JC, demos risada sobre isso outro dia, Julgados Culpados, Júlio César, JeCa, etc, das quais pretendemos incluir no nosso show. Inclusive o Dom Lampa está fazendo a segunda voz do Maskavo já tem um tempo. Mera coincidência?
Disponibilizei o vÃdeo do Sound System de Santa Fé do Sul no meu MYSPACE. Curta!

Gravação do programa Radiola, da TV Cultura
postado por maskavo em 05/08/2008
Foi tudo muito bom, estava um sol de Segunda-Feira em São Paulo bastante agradável para fazer um som. Escolhemos duas canções para apresentar: Asas e É Muito Melhor e detonamos duas vezes cada uma delas. Foi tão rápido que pudemos ainda gravar uma versão de Um anjo do céu bem arrastada e enxuta pois gravamos bateria, baixo e guitarra mais a voz apenas. Sem firulas, teclados, extra vozes... parecia ensaio das antigas do Maskavo.
Encontrei uma amiga de longa data aqui da capital paulista, a Andreia, só que ela é a diretora do programa e quase não trocamos idéias. Esse é o mundo da música: rápido, rasteiro.
A entrevista e o programa irão ao ar em breve. VÃdeos dos bastidores e uma prévia musical estão disponÃveis no Myspace oficial do Maskavo
VISITE: MASKAVO - EXTEMPORÂNEAS - MYSPACE

São Paulo, Santa Fé do Sul, Três Lagoas, São Paulo
postado por maskavo em 04/08/2008
Ontem, depois de tocar no Viracopos Botequim, bater o recorde de público da casa e fazer o primeiro (será?) show de reggae da região, com um copo de vodca com red bull e gelo na mão, olhando as casadas dançarem e as solteiras xavecarem no balcão, depois de ver o muro interno da boate cair e não machucar ninguém, pensei "sorte?". Minha mente, no entanto, ainda estava no show, na naturalidade como tudo aconteceu desde a chegada e a recepção na cidade até os churrascos, a galinhada caipira, as modas de viola no Bartês e a troca de energia do show em si, a naturalidade como as notas foram tocadas e as frases foram ditas... fazia tempo que eu não sentia isso e foi muito real olhar as pessoas nos olhos e nem lembrar que eu estava com um baixo às mãos... e tinha um menino lindo desenhado na minha testa de dois anos, dentuço e que tinha os meus olhos... que saudade de casa.
Santa Fé do Sul fica bem perto do rio Paraná, divisa dos estados do MS e de SP. Do taxi matinal que tomei entre Santa Fé do Sul e Rubinéia, uma bahiana linda me dizia que já existiu uma primeira Rubinéia que foi inundada, Rubens com Nicéia vê se pode?, e que show de reggae naquela região era raridade. A memória, o show, a guerra entre o átomo e o alcóol, aquela naturalidade no ar, mas aquele senso de perigo no ar, tudo tão natural que fez o som soar bom e o reggae atingiu não-violentamente a todos e a mim... fiquei IRYE.
Muitas pessoas imaginam que somos todos réles urbanos. Mas eu mesmo sou filho de caipira, o Marceleza é goiano e todos ouvimos muita música boa, incluindo Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Xangai, Vital Brasil, etc... ou seja, do caipira ao sertanista, temos ouvidos treinados e nunca me canso de ouvir, não importa se no rádio da padoca ou na viola, : "ainda ontem chorei de saudade...."
Tudo isso com a benção da chuva, que caiu durante nosso show em Três Lagoas pela primeira vez em 5 meses, e na volta pra São Paulo toda. Axé.
