Café do Bruno

postado por maskavo em 08/10/2008

03-09-08 Piraju, SP. Do barco ancorado margeando o bar onde iríamostocar, do barco/camarim que deixou em mim profunda impressão boadaquelas águas escuras e silenciosas naquela noite, naquele breu,naquele show de arrepiar os cabelos. Além de termos um conhecido eex-funcionário de Piraju, muito famoso por sua imitação do cantorDaniel, ainda tive a oportunidade de ver uma placa de trânsito muitointeressante que permite o condutor estacionar à 45° da calçada. 45°?Isso mesmo. Tirei foto e coloquei no extemporâneas porque acho pordemais relevante registrar as nossas diferenças e nossas improvisaçõesno que tange às leis e a conduta moral dos brasileiros, nosso jeitinhonão é mero adjetivo, é algo que nós deveríamos usar com muito talento,esse jeitinho...
O show foi de arrepiar, como eu disse mais cedo. Não posso reclamar denada, mas posso dizer algo para abrir a cabeça de quem quer falarcomigo durante um show, principalmente em um show com palco tão baixo etão próximo da platéia. É uma delícia, é muito intenso e saudável tocarassim, mas não dá pra bater papo no meio das músicas e durante aperformance. Em estado de concentração, como em um ato de amor ou desono, não pensamos, agimos. Eu não sei o que responder durante um show,não ouço porque uso fone de ouvido como retorno para cuidar da minhaaudição e, acreditem, gostaria muito de atender à todos, mas nãodurante o show. O relevante é o show e eu estou lá buscando serrelevante, levando música pra quem quer ouvir música. É umarelação/ralação. Não é fácil agradar mas é mais difícil ainda tocar efalar. Acreditem.
Axé

http://extemporaneas.k6.com.br

Festa do Papolog

postado por maskavo em 05/09/2008

Ontem foi a festa do Papolog lá perto do estádio do Morumbi, em um estúdio muito maneiro, bem isolado com uma área externa muito ampla, arborizada, com fotos pelas paredes das pessoas que por ali já tocaram. Eu fui com minha fita verde na cabeça, presente de minha mãe, e fui sambar a minha tristeza e a minha esperança por lá. Assim como outros artistas presentes, o Maskavo fez uma pequena performance - três canções bem reggae - para um público amplamente antenado na moda atual, bastante gente com lápis no olho, uma moça muito bonita que zanzava de uma lado para o outro esbanjando charme balançando suas mechas cor de mel. Fiquei bastante impressionado com a beleza da Negra Li, uma mulher esbelta, alta cujo penteado inspirado nos anos 60, no poder negro black power, me deixou por alguns instantes sem fôlego, UAU, que mulher bonita de se ver.
Conheci algumas pessoas, o dono de um selo, a banda Small Shift, tirei algumas fotos com duas meninas muito lindas e legais e festeiras, conversei com o pessoal do Tihuana e ainda ouvi do Egypcio um refrão que pode vir a ser gravado pelo Maskavo, enfim, foi uma noite regada à skol geladinha, música em um equipamento de qualidade e com bandas legais e ainda tiramos uma fotona com muita gente que eu nem sei onde irá parar. Foi massa!

Café do Bruno

postado por maskavo em 02/09/2008

Café do Bruno

Hoje acordei cedo e passei um litro de café preto. Rememorei o final desemana puxado, porém interessante e laboroso, das estradas e dos shows.É difícil descrever a sensação, o ciclo completo dos momentos queantecedem um show, o trajeto do hotel até o local do show, a presençade público na entrada, o camarim, as bebidinhas pra aquecer, o silêncioantes do soundsystem começar e o show em si. Depois fica um enormesentimento de incompletude, vontade de sumir, gritar misturado comvontade de perguntar sobre o show, ver quem estava dançando, osautógrafos e as pessoas que são os fãs, que são o combustível dessemáquina musical.

Eu já morei em Marília por dois anos. A cidade mudou um pouco desde queeu saí de lá. Afinal, os prédios começam a riscar o horizonte azulceleste da cidade que mais multa no centro-oeste paulista, multas detrânsito principalmente, e junto com a construção civil aparecem lojas,restaurantes, estacionamentos e mais pedintes de rua. Quando eu memudei pra lá nem catador de lixo tinha. Um ano depois vieram algumasfamílias e se instalaram perto da minha casa. Muitas casas, muito lixorico reciclável. É trabalho, mas é um trabalho triste de se ver.
Ourinhos é a terra do gigante que trabalha comigo, da sua filha e dasua mulher na verdade. É o lugar onde vou e sempre fico feliz poistodos os nossos shows lá foram só felicidade. Eu curto ouvir assim:poxa, é o primeiro show de vocês aqui, não é? e eu respondo em algunsmomentos: não, já é o décimo... a juventude muda o tempo todo dejovens. Quem quer ser jovem não embarca na velhice da mente.




Maringá. Cidade bonita, bem estruturada. Passei horas de tardeassistindo aos shows no palco instalado na esquina do McDonalds, emfrente à catedral-pára-raios de Maringá. Assisti aos tamboresjaponeses, música sertaneja, bandas iniciantes... nada me fisgou deverdade. Eu já estava a 10 dias longe de casa e, morto de saudades, sópensava em ir pra casa. Mas o show? Pois é, até lá, sono, tédio,televisão, agua sem gás... valeu à espera. O show foi lindo, sempre quevamos à Maringá me impressiono pela qualidade do público que temos lá.Todo mundo canta tudo e eu fico feliz da vida. Vale à pena tantasviagens....



Já estou de malas prontas e passagem marcada pra Sampa. Ai ai ai...
Axé!

na rádio

postado por maskavo em 27/08/2008

Na rádio, a locutora Sandrinha proferia: ninguém dorme! Haviam doisviolões e uma voz amaciando o som da noite em meio aos hits de S.O.J.A,Filosofia reggae, To Fly. E eu só pensava com meu Nylon Smile no queestava acontecendo dentro da minha cabeça.
Muita coisa, confesso quetinha horas que me dava vontade de tocar outra coisa, talvez umadaquelas referências musicais que acabamos dividindo com o público emuma determinada parte da entrevista. Fomos e somos bem tratados emtodos os lugares que estamos. Isso me faz sentir como se "no quintal dealguma casa", pois meu nomadismo dinâmico já está adaptado a tantasidas e vindas em viagens semanais. Nomadismo dinâmico...
Com oviolão no colo não fiz esforço algum. As canções que tocamos eu conheçoa muito tempo. Mas minha cabeça estava em outro lugar. Tinha horas quedava vontade de tocar uma Bossa e contar uma história sobre ela, dizerporque o mundo precisa de gingas orgânicas tanto quanto das batidaseletrônicas de bom gosto, etc, tocar de novo e receber a opinião emtempo real do efeito disso no público. No fundo, essa parte é parte domeu sonho. O povo quer ouvir reggae e reggae é bom.
Ouvir a própria voz na rádio é uma experiência fenomenal.
Ouvir a própria canção no rádio é estranho, mas fenomenal.

Tocamos: é muito melhor, quero ver, quando o sol nascer, um anjo do céu, ela, só ela e a minha moeda



Muito papo e pouco log

postado por maskavo em 24/08/2008

Como posso ficar tão distante deste mundo virtual?
Simples:
depois de muito refletir sobre o mundo de hoje e nossas perspectivas futuras me redescobri como o filho de duas pessoas que me ensinaram a cuidar das minhas coisas. Não foi da noite para o dia que essa operação, como eu costumo descrever essa mudança de bagunceiro para organizadeiro, aconteceu. Foi preciso que eu andasse com duas pernas e aprendesse o significado da palavra VALOR.
depois de muito viver uma vida que depositava confiança nos demais, e por demais eu quero dizer com todo o amor que os demais são as pessoas que eu amo de verdade, agora eu não sinto nada demais. Eu só quero mesmo é ter certeza de que estou com as mãos e os pés no mesmo lugar e que o meu sonho de conhecer o mundo e muitas pessoas interessantes dê lugar ao meu sonho de ser o melhor pai que meu filho poderá ter, que ao seu lado estarei durante a decolagem para o seu próprio sonho e que seremos sócios virtuais nesse sistema hiper-veloz de comunicação.
depois de muito olhar o jardim da casa da minha mãe e de perceber que comemos muito lixo e também para dar o mesmo bom exemplo ao meu filho, o mesmo exemplo que meus pais me deram, construí uma horta baseado nos conceitos da permacultura. O livro que me inspirou a começar este pequeno projeto de felicidade foi um presente de dia dos pais que a mamãe do meu filho deu junto com ele. Se estou produzindo compostos, adubo, minhocas, terra pra plantar e mudas de cenoura, alho, cebola, alface, rúcula, beterraba, batata, tomate, pepino, etc, é por causa da boa alimentação que planejamos para a saúde de nosso filho, eu e a mãe dele, desde o dia em que ele nasceu, esse menino lindo que me faz colocar as mãos na terra depois de 8 anos isolado no concreto paulistano.
música é bom, mas estão todas escondidas em algum lugar difícil de cavar para encontrar.

TV Gazeta

postado por maskavo em 06/08/2008

Daqui a pouco estaremos indo na TV Gazeta para mais um programa ao vivo no centro de São Paulo, 12:30h local, da Ione Borges. Somos clientes desse programa, a apresentadora é uma pessoa muito simpática e eclética. Uma vez participamos do Reveillon da Gazeta e foi ela quem nos indicou a participação.

See you later com o vídeo dos bastidores no myspace do Maskavo.


Hoje faz sol

postado por maskavo em 05/08/2008

Hoje faz sol em Brasília, mas ontem foi o dia de trabalho mais árduo do ano. Não obstante a distância dos palcos, é em casa que eu produzo todas as minhas canções. Ontem terminei uma canção com meu irmão. Acordei com vontade de trabalhar porque não há tempo a perder entre os hits sertanejos e o hip hop norte-americano, ou seja, estamos todos correndo no labirinto da música popular. O que fazer? Como fazer?
No entanto, não são boas as notícias da televisão. Isso dá tema para uma música triste.
Mas hoje faz sol e ontem fez um lindo sol. Não sei onde está o norte do sucesso, mas é certo que existe uma vibração positiva à favor de algo experimental na música jovem e, se possível, jovem e popular.
Está ao alcance de cada um a ponta da corda para a felicidade.
Avante! Avante!
Estudar música me levou a um passo além: estudar música eletrônica. Não necessariamente tecno ou house, mas produzir música com aparelhos digitais, sintetizadores e samplers, essas coisas que estão na moda. Fui relutante durante anos quanto a isso, mas veja só, me flagro feliz produzindo batidas e mais batidas para uma nova demo de músicas inéditas... fica do jeito que o seu bom gosto permitir e é um instrumento que facilita música independente. Aderi feliz.
Dá trabalho demais produzir um bom beat. O ritmo tem suas nuances humanas que o programa digital as vezes não consegue inserir. Daí surge o gênio humano da improvisação: você engana o computador e pronto! Voilá!!!
Fazer uma boa música, ainda é uma grande mistério para as pessoas... será?

http://www.maskavo.com.br - Site oficial da banda Maskavo
http://www.myspace.com/maskavooficial - Myspace da banda
http://extemporaneas.k6.com.br - EXTEMPORÂNEAS




Julgados Culpados

postado por maskavo em 05/08/2008

Muita coisa não me surpreende. Mas posso dizer que tenho orgulho de estar apresentando ao público que acompanha o Maskavo uma revelação: Julgados Culpados, de Dom Lampa e Denis, os suaves da Zona Sul que unem em seu Sound System R&B, reggae, raggamuffin, soul, reggaeton, rap brasileiro aquecendo a pista de dança como parte integrante de nosso show.
Os caras já tem o respeito máximo em certas regiões de São Paulo capital e são bem quistos em todo canto dentro do meio musical do qual faço parte. É questão de tempo para que o público certo se identifique com a realidade das rimas dos JC, demos risada sobre isso outro dia, Julgados Culpados, Júlio César, JeCa, etc, das quais pretendemos incluir no nosso show. Inclusive o Dom Lampa está fazendo a segunda voz do Maskavo já tem um tempo. Mera coincidência?
Disponibilizei o vídeo do Sound System de Santa Fé do Sul no meu MYSPACE. Curta!




Gravação do programa Radiola, da TV Cultura

postado por maskavo em 05/08/2008

Estive ontem no estúdio que pertenceu a Rogério Duprat e que foi tema de uma conversa descontraída entre eu e o dono da Trama, atual dono do estúdio e apresentador do programa João Marcelo Bôscoli.
Foi tudo muito bom, estava um sol de Segunda-Feira em São Paulo bastante agradável para fazer um som. Escolhemos duas canções para apresentar: Asas e É Muito Melhor e detonamos duas vezes cada uma delas. Foi tão rápido que pudemos ainda gravar uma versão de Um anjo do céu bem arrastada e enxuta pois gravamos bateria, baixo e guitarra mais a voz apenas. Sem firulas, teclados, extra vozes... parecia ensaio das antigas do Maskavo.
Encontrei uma amiga de longa data aqui da capital paulista, a Andreia, só que ela é a diretora do programa e quase não trocamos idéias. Esse é o mundo da música: rápido, rasteiro.
A entrevista e o programa irão ao ar em breve. Vídeos dos bastidores e uma prévia musical estão disponíveis no Myspace oficial do Maskavo
VISITE: MASKAVO - EXTEMPORÂNEAS - MYSPACE



São Paulo, Santa Fé do Sul, Três Lagoas, São Paulo

postado por maskavo em 04/08/2008

Estou no final da corda madrugando, ouvindo um tango de Paolo Conte, quase nada na cabeça. Pudera, depois de voltar de Três Lagoas com um "feeling nice" no bolso e surpreendido pela viagem toda apenas deixo a memória me levar, um pouco pra Santa Fé do Sul e Rubinéia, um pouco para Três Lagoas...
Ontem, depois de tocar no Viracopos Botequim, bater o recorde de público da casa e fazer o primeiro (será?) show de reggae da região, com um copo de vodca com red bull e gelo na mão, olhando as casadas dançarem e as solteiras xavecarem no balcão, depois de ver o muro interno da boate cair e não machucar ninguém, pensei "sorte?". Minha mente, no entanto, ainda estava no show, na naturalidade como tudo aconteceu desde a chegada e a recepção na cidade até os churrascos, a galinhada caipira, as modas de viola no Bartês e a troca de energia do show em si, a naturalidade como as notas foram tocadas e as frases foram ditas... fazia tempo que eu não sentia isso e foi muito real olhar as pessoas nos olhos e nem lembrar que eu estava com um baixo às mãos... e tinha um menino lindo desenhado na minha testa de dois anos, dentuço e que tinha os meus olhos... que saudade de casa.
Santa Fé do Sul fica bem perto do rio Paraná, divisa dos estados do MS e de SP. Do taxi matinal que tomei entre Santa Fé do Sul e Rubinéia, uma bahiana linda me dizia que já existiu uma primeira Rubinéia que foi inundada, Rubens com Nicéia vê se pode?, e que show de reggae naquela região era raridade. A memória, o show, a guerra entre o átomo e o alcóol, aquela naturalidade no ar, mas aquele senso de perigo no ar, tudo tão natural que fez o som soar bom e o reggae atingiu não-violentamente a todos e a mim... fiquei IRYE.
Muitas pessoas imaginam que somos todos réles urbanos. Mas eu mesmo sou filho de caipira, o Marceleza é goiano e todos ouvimos muita música boa, incluindo Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Xangai, Vital Brasil, etc... ou seja, do caipira ao sertanista, temos ouvidos treinados e nunca me canso de ouvir, não importa se no rádio da padoca ou na viola, : "ainda ontem chorei de saudade...."
Tudo isso com a benção da chuva, que caiu durante nosso show em Três Lagoas pela primeira vez em 5 meses, e na volta pra São Paulo toda. Axé.