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    22Jan

    LED Moreira Cartoon

    484 visualizações e 2 comentário(s) escrito há 3 semanas atrás
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    Este é o Leandro Moreira (Led pra quem esteve lá), vocalista de algumas bandas de rock do ES no fim dos anos 80, o The Rain, isso depois de ter existido o Thor e outras mais, mas esta é outra historieta a ser contada.

    O cara esteve na parte seminal  do skate no ES, se não me engano no fim dos anos 70 e começo dos 80. Velhos tempos de soul skate, muito influenciado pelo surf já bem consolidado pelo estado. O cara escreve, faz música e desenha desde aqueles tempos.

    Segue um dos primeiros quadrinhos do rapaz naqueles tempos. Coisa fina e parte da história toda.

    Enjoy!

    Rodrigo Lima.

    Tags: Dead Fish, Led Moreira, Cartoon, soul skate, banda The Rain, banda Thor


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    03Dec

    THE SAUDADES DO DEDÊ TOUR 2 - KOMBI E BAUEN - (Argentina 2009))

    1482 visualizações e 3 comentário(s) escrito há 2 meses atrás
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    Chegar a um em um país diferente é sempre muito legal, começamos a comparar tudo e a ver coisas que não estamos habituados. Chegar pra tocar é ainda mais desafiador porque a gente simplesmente esta começando a conhecer um cenário, aprendendo do zero como as coisas funcionam e tudo mais.

    Logo de primeira a “kombi”, sim nós estávamos esperando um modelo destes que temos aqui da Volkswagen, era uma van das bem grandes com espaço de sobra pra duas bandas sem ficar apertado. O motora era o estereótipos de um portenho “old school” para nós brasileiros, Camisa com gravata meio desgrenhada, cabelo liso sebentão para trás e fumando feito uma chaminé.

    Logo de cara deu pra ver as dificuldades que os caras estão passando por lá, digo isso porque estive lá em 96 com o dólar parelho e em 98. Deu pra ver algumas crianças na beira da estrada e favelas florescendo pela periferia de Buenos Aires bem parecidas com as nossas. Fato inadmissível a menos de uma década.

    Brasileiros definitivamente são muito barulhentos em grupo e isso foi, pelo que vi, um pouco insuportável para nosso “Juan Pablo” dirigindo o carro, ele parecia esta bem entediado em ter que transportar com uma frequência mais ou menos grande um bando de brazaland faladores.

    Chegando ao centro todos já se ligaram que a cidade já foi uma coisa de louco, só de ver os prédios, as praças e os velhos monumentos.  Definitivamente se São Paulo é a “Mumbai Glamurosa” e o Rio é a “Medellín festiva”, Buenos Aires é sem sombra de dúvida a “Paris Paraíba”. Uma cidade muito linda mas visivelmente sendo destruída pela pobreza,fato que não tem nenhum humor, a não ser que Zé povo queira que todo mundo se nivele por baixo. Eles parecem cotidianamente se condoerem disso, é perceptível o quanto eles sabem que estão passando dificuldades e o quanto isso os constrange.

    Eu havia dito pra todos que o hotel que ficaríamos seria uma bela merda velha.  Li um dia antes no Google sobre o Bauen e só vi resenhas, de norte-americanos naturalmente, descendo a lenha na localidade. Por experiência própria associei centro de Buenos Aires a hotéis ruins, e quebrei a cara bonito.

    O Bauen, é uma história a parte e pra caras canhotos como eu me sinto 90% do tempo, uma linda história portenha cheia de luta e amor.

     Este hotel quebrou no fim dos anos 90 e seus funcionários para que não ficassem sem seus empregos “tomaram” o hotel pra si, fizeram uma cooperativa de trabalhadores e, até onde sei, assumiram as dívidas com os credores, dívidas estas que foram quitadas em parte com shows do Ataque 77 em benefício da cooperativa, o que pode manter o hotel funcionando até hoje. Como disse choque cultural é sempre importante demais.

    Logo que chegamos fomos prontamente apresentados por Néstor (o cara que foi nos buscar no aeroporto que trabalha com “El patron” argentino, e que insistentemente a rapeize o chamava de “ô Errrnesto” com sotaque de paulista) para os caras da recepção do hotel, de cara Pablo (tinha que ser este nome, se não fosse este seria Juan) já nos recebeu com um portunhol daqueles de praia de Santa Catarina e todos já relaxamos com o nosso. Sujeito gente fina o Pablo, ajudou muito a juventude roqueira durante a estadia,  mora no hotel, é um dos donos obviamente, como todos os outro que fomos apresentados depois. Logo conhecemos também “Menino do Rio”, um jornalista do multishow que iria nos filmar nos próximos dias, seu nome, Marcos, mas se em menos de 10 minutos ele já era o “menino do Rio” em alguns dias ele já era “o garota de Ipanema”, povo folgado estes sul-americanos.

    Primeiro dia, reconhecimento da área, Callao esquina com Av. Corrientes, um lugar do caralho como dizem por ai. Centrão como amo, gente misturada, pobreza, tensão, puteiros, cinema, teatro, gente pobre e loucos, me sentia em casa. No inverno as pessoas estão vestidas e chiques dizem, mas pegar um pré-verão do aquecimento global em Buenos Aires é realmente imperdível, as portenhas seminuas são uma atração a parte. Andei pelas redondezas fui a Calle Florida trocar dinheiro, mais uma vez percebi o tanto que os caras estão na merda pelo câmbio e voltei pela mesma Av. Corrientes olhando os teatros que são infinitamente muitos e pra todos os gostos. Eu particularmente sempre tive um preconceito com teatro, sempre achei ou caro demais, feito pra rico ou pedante demais, feito pra artista afetado metido a vanguarda, sendo assim raramente vou ao teatro em SP, pra não dizer quase nunca. Olhando os preços por ali, vi velhinhos fazendo fila pra ver uns musicais deles lá, algo meio tangueiro pelo que imagino, vi também as crianças com seus pais sorrindo e todo mundo frequentando e felizes por, mesmo na merda, ainda terem cultura, pensei que poderia superar facilmente na Argentina meu conceito negativo sobre teatro por lá se tratar de uma coisa mais “pop” no sentido de popular mesmo.

    De volta ao Bauen, nossa maravilhosa casa pelos próximos seis dias, encontrei com a rapeize e logo de cara me fizeram as seguinte pergunta “Onde estão os turús desta cidade?” prontamente pensei/respondi “você realmente quer achá-los?”.

     

    Rodrigo Lima

     

     

    Tags: dead fish, contra todos, tour argentina, rodirgo lima, alyand, phill fargnoli, marcão, show


    Comentários (3)
    01Dec

    THE SAUDADES DO DEDÊ TOUR (ARGENTINA 2009)

    1679 visualizações e 1 comentário(s) escrito há 2 meses atrás
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    Dia 19 de novembro foi um dia histórico, começava a se concretizar um velho sonho da banda, estávamos com tudo certo para nossa ida para a Argentina, país que tivemos uma meia dúzia de oportunidades de irmos mas, que nunca haviam se concretizado. Desta vez seria diferente porque tínhamos um show grande para fazer com os consagradíssimos Ataque 77, no lugar mais tradicional da Capital o Luna Park. Porém nada pode ser fácil para o Dead Fish, ainda tínhamos que chegar a Argentina.

     

    MANHÃ/EMBARQUE

    Eram 05h30min de uma manhã muito quente na cidade de São Paulo, dormi o máximo que pude graças a velha insônia, pulei das 4 horas de lindo sono para correr até a van no Paraíso. Esqueci de comer e me arrependeria amargamente por isso.

    Chegamos exatamente duas horas e dez minutos antes do embarque em Guarulhos, como disse, estávamos “just in time” e felicíssimos por tudo, mas seria terrível saber que o sistema da companhia TAM estava TODO zuado e que ficaríamos mais de duas horas numa fila de merda esperando e esperando... Como disse nada pode ser simples demais pro DF.

    Quatro horas de atraso e lá estávamos indo para o “Boludo country”, só não esperávamos que um avião tivesse uma capacidade tão grande de balançar, isso tudo em jejum, sinceramente comecei a achar que estavam de sacanagem comigo. Bem na hora que me serviriam daquela comida de merda de sempre eles suspenderam o serviço de bordo, acho que cheguei à beira de ter um ataque de fúria mas, estava tão cansado que este papel ficou pra uma senhora na mesma fileira que eu e deu quase um piripaque do Chaves quando viu que não receberia nem um grão daquela comidinha processada e insossa.

    Rodrigo Lima

     

    Tags: dead fish, contra todos, show, argentina, rodrigo lima, alyand, phill fargnoli, marcão


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    31Jul

    O BECO 1990

    3318 visualizações e 1 comentário(s) escrito há 6 meses atrás
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    O ano de 1990 foi aquase 20 anos atrás. Pra mim foi ontem saca? É assustador...
    Eramos deVitória City, mas nos verões procuravamos a ex bela praia de Guarapari paravermos os amigos de lá e toda a mineirada que colava nos rolês nas ladeiras doS. Judas.
    Lembro de quase todos desta rapeize, alguns meses depoisestariamos fundando definitivamente o Stage Dive. Anos mais tarde tiramos maisfotos neste mesmo lugar, era maravilhoso e mágico. Eramos "outsiders porgeografia" pra não dizer "da roça" por geografia, mas corriamos atrás, dosmateriais de skate, das músicas, da política e das mulheresobviamente.
    Inclusive a menina gordinha ali do lado direito seria umas dasprimeiras fãs do ainda Stage Dive. Inclusive eu e ela tivemos casos umas milvezes dali pra fente inclusive até em momentos pouco aconselháveis. Era fodaporque ela era "a amiga da galera" e dar uns beijos nela podia ser comprar umabriga brutal com todos.
    O índio magrelo ao lado dela se tornaria também umgrande amigo, apesar de ele ter engordado até quase explodir ele ainda pensar emandar de skate, isto quando não esta pensando em computadores e dinheiro.
    Omoleque com cara de retardado de óculos de pé com o skate na mão era um dosskatistas mais olieosos que conheci, depois do Marcel Dadalto nosso exguitarra.
    Este pico é o Beco da fome no centro de Gurapari e repito isso foipelos idos de 90, no fim do século passado. 

    Rodrigo Lima



    Tags: deadfish


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    17Jul

    PINHEADS Completo

    3297 visualizações e 0 comentário(s) escrito há 7 meses atrás
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    Estes são os Pinheads, uma banda pioneira no cenário brasileiro, fazparte da história do Dead Fish e de muitas outras bandas que estiverame estão hoje por ai.

    Vale a pena conferir o belo texto, imagens e sons.
    Saudosimo é uma coisa chata, mas isso aqui é história senhores!

    Rodrigo Lima.

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    APRESENTAÇÃO

    Hey amigos…

    Em 2008, passei a escrever a história dosPinheads. Tarefa que me ocupou durante um bom tempo do ano passado e que entrouem 2009, quando passei a digitalizar todo o material da banda, revisar, correratrás de mais detalhes etc.

    Até que, finalmente, parti para a última fase. Nofinal do mês passado, com a ajuda do meu amigo André Pugliesi, comecei apublicar tudo em um blog. E apenas três semanas depois, informo que está no ar…PINHEADS: HISTORY LESSON 1989-1996.

    Em números: 7 anos de punk rock/hardcore, 24capítulos (na barra da direita, estão os 14 primeiros), 19 mil palavras, 93 milcaracteres, 121 imagens e 86 músicas para download.

    O retrato de uma banda e de sua geração.Passagens comuns a todos os grupos independentes do início dos anos 90.

    Uma homenagem ao Júlio, ao Paulo, à nossa amizadede 20 anos.

    Resultado só possível com a ajuda de váriasoutras pessoas. Preciso agradecer à minha esposa Carolina (obrigado por todo onosso amor e carinho), ao meu cunhado Holger, à minha amiga Rafa (Fluxi Design), aoMauricio Gaudêncio, Tibério, Mauricio Singer, Luli, André Scheinkman, MagrãoSarnento, Fabian Confusion, Marcelo Viegas, Juliano Lima, Anderson e o AndréPugliesi (Jornalistade Merda).

    Espero que vocês acessem, leiam, divirtam-se e,claro, divulguem para o maior número de pessoas. Para mim, foi um prazer imensoreviver toda essa história, após quase 13 anos de nosso último show.

    Forte abraço!

    Dudu Munhoz, ex-baterista dosPinheads.

    http://historiapinheads.wordpress.com/
    http://historiapinheads.wordpress.com/
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    http://historiapinheads.wordpress.com/
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    Foto no Aerotanta 1995 (Por Fran Coppola)


    Pinheads + Farofa (Garage Fuzz) + Primo Renato (Slack Nipples), Aeroanta, São Paulo, 1993



    Junta Tribo 1994


    Tags: deadfish


    Dead Fish

    Rock

    Perfil

    Há ordem no caos e desordem por todos os lados. Música é entretenimento? Diversão? Desabafo? Que tal ser isso tudo e muito mais. A banda capixaba Dead Fish está colocando em prática essa máxima.

    Papologuer

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